Novo conto / O mistério das luzes na cidade do Porto

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Mas para participares, tens primeiro de ler aqui o regulamento, que tem novas regras!

A Sara enviou-nos a sua história, a última que aceitámos ao abrigo das regras antigas.

Esta é a história que a Sara Santos, 12 anos, nos enviou:

O sr. Pereira gostava de subir ao topo do edifício e ver a noite chegar à cidade depois de um longo dia de trabalho, mas como um mistério surgira ele passava noite e dia a tentar descobrir de que se tratava. Por isso chamou-lhe ronda secreta, pois era como um daqueles filmes em que há um detetive que tem de descobrir o mistério, neste caso, o detetive é o sr. Pereira.

O grande mistério era o facto de várias luzes se acenderem em vários pontos marcantes da cidade, e já há algum tempo: quando se acendia uma luz que piscava duas vezes vinda da Câmara Municipal do Porto logo outra piscava três vezes na Torre dos Clérigos, e, como se ainda não faltasse, acendia-se outra que piscava uma vez numa escola ali perto.

De nenhuma das vezes que tentara descobrir de que se tratava falhava, pois “não tinha um plano infalível”, dizia.

Mas desta vez é que era! Mal a primeira luz que vinha da Câmara piscou uma vez o sr. Pereira foi para lá para ver o que descobria. Quando chegou lá, viu que estavam dois homens a conversar com o guarda-costas do presidente da Câmara (sabia isto pois já o tinha visto várias vezes na televisão) a planearem qualquer coisa maléfica, parecia… Aproximou-se um pouco mais, sempre com cuidado para não ser descoberto, e viu que era realmente algo bastante mau. Estavam a preparar um atentado ao presidente da Câmara, Rui Moreira. O sr. Pereira, mal ouviu aquilo, chamou a Polícia, mas indicou-lhes outra rua, perto dali, para que os terroristas não fossem embora ao ouvir ou ver o carro da Polícia. Quando eles chegaram, contou-lhes logo o que ouvira e indicou-lhes o caminho para testemunharem do mesmo que ele. A Polícia examinou e confirmou que era um trio de terroristas e logo os prendeu.

No dia seguinte foi anunciado o ato de coragem do sr. Pereira e foi-lhe oferecida uma recompensa de 300 euros e o emprego de novo guarda-costas do presidente. Mas ele recusou:

– Não obrigado, eu gosto de ser o cota aqui do JN.

Foi para casa e antes de se deitar exclamou:

– Nada mau para um velhote, nada mau…!