Astrofísico Peixinho agora também é nome de asteroide

Astrofísico Peixinho agora também é nome de asteroide

Nuno Peixinho é astrofísico da Universidade de Coimbra (UC) e do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) e agora é também nome de um asteroide, que foi descoberto em 1998 e tem cerca de dez quilómetros de diâmetro.

Anteriormente designado (40210) 1998 SL56, o asteroide passa a chamar-se (40210) Peixinho em homenagem ao astrofísico português. “É o tipo de asteroide que, se viesse em direção à Terra, poderia causar um evento de extinção em massa”, explica o Instituto de Astrofísica em comunicado.

“Saber que há agora aí pelo espaço um asteroide com o mesmo tamanho daquele que, presumivelmente, ao colidir com a Terra há 66 milhões de anos levou à extinção em massa do Cretáceo-Paleogeno, onde se incluem os famosos dinossauros… deixa-me sem palavras”, diz Nuno Peixinho. O especialista na caracterização física e química de pequenos corpos do Sistema Solar foi “logo verificar qual era a sua órbita para ver se era um asteroide classificado como potencialmente perigoso. Não é! Daqui a cem milhões de anos ainda deve andar mais ou menos pelo mesmo sítio”, garante.

O asteroide Peixinho pertence à Cintura de Asteroides, entre as órbitas de Marte e Júpiter, e orbita o Sol a uma distância média três vezes superior à que separa o Sol e a Terra, completando uma órbita em cerca de 5,3 anos.

A homenagem partiu do Grupo de Trabalho para a Nomenclatura de Pequenos Corpos (WGSBN) da União Astronómica Internacional (UAI), que é dirigida pela astrónoma portuguesa Teresa Lago. E o processo é longo.

Quando se descobre um dos pequenos corpos do Sistema Solar, como os asteroides e cometas, dá-se “uma designação provisória de acordo com uma fórmula bem definida que envolve o ano da descoberta, duas letras e, se necessário, outros algarismos”. Depois, “quando a sua órbita se encontra suficientemente bem determinada, o corpo recebe uma designação permanente, que consiste em acrescentar um número à designação provisória”. No fim, sob proposta dos autores da descoberta do pequeno corpo celeste, o Grupo de Trabalho para a Nomenclatura de Pequenos Corpos da UAI atribui um nome.

 

Texto: Agência Lusa com edição de Sandra Alves
Foto: Twitter/nunopeixinho