Está de volta o projeto Boca Aberta, do Teatro Nacional D. Maria II, que leva o teatro, nas suas diversas vertentes, à infância.
Trata-se de uma iniciativa criada em 2015 e dirigida sobretudo a crianças do pré-escolar e 1º ciclo e também aos profissionais de educação e da cultura que trabalham com estas faixas etárias.
Através de espetáculos que acontecem nos estabelecimentos de ensino, o projeto procura desafiar as crianças, despertando a sua curiosidade e imaginação, naquele que muitas vezes é um primeiro contacto com uma criação teatral.
Paralelamente, inclui ações de formação e conversas para profissionais da cultura, educadores de infância, auxiliares de ação educativa e professores do 1.º ciclo, com o objetivo de enriquecer o seu trabalho através das artes cénicas, ao mesmo tempo que se potencia a partilha de experiências, práticas e conhecimentos.
Inicialmente desenvolvido em Lisboa, desde 2024 que o Boca Aberta alargou sua atuação a várias regiões do país e integrou novas atividades para além de espetáculos, como eventos de pensamento e formações.
Segundo fonte do Teatro Nacional ao TAG, ao longo de 2025 o projeto pretende criar redes nacionais dedicadas à criação artística para a infância. Para tal, as comunidades artísticas de Lagos, Ourém e Ponte de Lima foram convocadas a participar na criação de dois novos espetáculos, a partir de um mesmo tema.
O programa
Na prática, e a partir de março, o projeto apresenta então dois espetáculos para crianças a partir dos 3 anos e também eventos de pensamento e uma formação para educadores de infância nos concelhos de Lagos, Ourém e Ponte de Lima.
Nestes três municípios, serão apresentados os espetáculos “Cabe mais um?” e “Não se pode! Não se pode!”, com encenação de Catarina Requeijo, textos de Inês Fonseca Santos e Maria João Cruz e interpretação a cargo de três elencos distintos, compostos por artistas que trabalham em cada um destes concelhos.
Além dos espetáculos, o Boca Aberta leva ainda aos três concelhos a Oficina Boca Aberta, durante os meses de março, abril e maio, para educadores de infância, professores e auxiliares de ação educativa, que tem como objetivo desafiar a criatividade dos participantes e enriquecer o seu trabalho através das artes cénicas; e as Conversas de Boca Aberta, que decorrerão no último trimestre do ano e consistem numa série de encontros que visam pensar e potenciar as relações entre instituições culturais e educativas, através da partilha de experiências, práticas e conhecimentos.
Texto: Patrícia Naves